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Lenço dos Namorados – História e Tradição 0

É provável que a origem dos “lenços dos namorados” ou “lenços de pedidos” esteja nos lenços senhoris do sec. XVII – XVIII, adaptados depois pelas mulheres do povo, dando-lhe consequentemente um aspecto característico.

Antes de tudo, eles faziam parte integrante do traje feminino e tinham uma função fundamentalmente decorativa. Eram lenços geralmente quadrados, de linho ou algodão, bordados segundo o gosto da bordadeira.

Mas não é enquanto parte integrante do traje feminino que nos interessa o seu estudo, mas a sua outra função, não menos importante, e da qual vem o nome: a conquista do namorado.

A moça quando estava próxima da idade de casar confeccionava o seu lenço bordado a partir dum pano de linho fino que porventura possuía ou dum lenço de algodão que adquiria na feira, dos chamados lenços da tropa. Para realizar esta obra, a rapariga utilizava os conhecimentos que possuía sobre o ponto de cruz, adquiridos na infância, aquando da confecção do seu marcador ou mapa.

Depois de bordado o lenço ia ter às mãos do “namorado” ou “conversado” e era em conformidade com a atitude deste de usar publicamente ou não, que se decidia o início duma continuar a ler »

De onde vêm as peças de ‘ecodesign’? 0

Empresa portuguesa dá nova vida a sobras de materiais, transformando-as em recordações culturais.

Cartazes, folhetos e agendas musicais usados para promover as exposições do Museu dos Instrumentos Musicais, em Bruxelas, ganharam nova vida reciclados pela empresa portuguesa Tela Bags, ganhando a forma de malas. Esta é apenas a mais recente colecção especial de malas e acessórios criada pela marca nacional para uma entidade cultural internacional.

Os primeiros passos, já a pensar na internacionalização, foram dados em Janeiro de 2007, lembra ao DN Helena Ferreira Pinto. Já com o trabalho de casa feito, ou seja, o mercado estudado, a Tela Bags apresentou-se na Museum Expressions, em Paris, “a feira onde todos os museus a nível mundial vão procurar fornecedores de peças para as suas lojas”, explica.

Logo aí surgiram os contactos que depois viriam a concretizar-se através de colecções especiais concebidas para museus como o MoMa de Nova Iorque e Tóquio, a National Gallery, em Londres, ou o Museu Picasso, em Málaga.

E, apesar de Helena Ferreira Pinto apontar o mercado além-fronteiras como o mais importante para a empresa – pela pequena dimensão do nacional -, a Tela Bags também está presente em museus portugueses: Casa das Histórias Paula Rego, Museu Colecção Berardo ou ainda a Fundação Gulbenkian.

Esta é apenas uma das áreas de actividade da Tela Bags, que desenvolve também trabalhos com grandes continuar a ler »

“Exportamos bolachas para importar dinheiro” 0

O negócio começou numa pequena confeitaria, em Famalicão. Em 1990 chegaram ao Japão e hoje exportam bolachas e rebuçados para 40 países.

António Vieira de Castro foi o fundador da marca Vieira de Castro em 1943. O negócio começou com uma pequena confeitaria de Famalicão, que se tornou pequena demais quando a concorrência começou a crescer. Foi nesse momento que o responsável decidiu começar uma nova etapa na sua vida: a actividade industrial.

No entanto, a lei do condicionamento industrial vigente na altura trocou-lhe as voltas e para ter a sua fábrica em Famalicão teve de comprar uma outra em Lisboa, desactivá-la e transferi-la então para o local pretendido – Gavião.

Tudo correu melhor que o esperado e em 1990, já com a empresa a cargo dos seus herdeiros, as bolachas Vieira de Castro chegaram ao mercado japonês. “Para nós este primeiro passo foi muito importante. Tínhamos noção de que se tudo corresse bem ali, num mercado tão conservador, poderíamos entrar em qualquer outro”, disse ao DN Raquel Vieira de Castro, neta do fundador.

E o futuro confirmou-o. Hoje estão já presentes em cerca de 40 países e em Portugal têm uma distribuição nacional. Logo depois do mercado português é o angolano que mais consome os produtos desta empresa de Vila Nova de Famalicão. Mas os responsáveis estimam que, no próximo ano, o Brasil passe a ser o mercado mais consumidor.

O sucesso desta PME portuguesa está sobretudo no respeito pelo consumidor. “Deixámos o paradigma de apresentar o que nós queremos, e há 10 anos que o nosso objectivo é produzir o que o consumidor continuar a ler »

Segredo da castanha assada é a paciência e o lume brando 0

O fumo puxado pelo vento vem dos assadores que já começaram a ocupar as calçadas de Lisboa. E é no topo da Avenida Duque de Loulé que António Rodrigues, de 59 anos, estaciona, desde quarta-feira, o carrinho onde assa e vende as castanhas. “É logo no início de Outubro que se começam a vender”, garante. E este ano, à semelhança do anterior, vão custar dois euros a dúzia e o preço deve manter-se até ao fim de Março, mês em que termina o período de venda, informou António.

Há 35 anos a exercer esta profissão, foi o tempo que lhe contou os segredos, que hoje lhe custam partilhar. No entanto, revelou ao DN que parte do mistério para deixar as “castanhas tão vistosas está no lume, feito com um carvão mineral”. Mas, mais não adiantou sobre o passe de mágica que deixa a casca da castanha como que pintada de um branco suave – o que atrai os clientes.

“Pelo aspecto parecem muito boas”, diziam Susete Silva e Sofia Gonçalves enquanto descascavam uma castanha. Também Teresa Adaixo não resistiu a comprar uma dúzia. “A mim apetecem-me o ano inteiro”, justificou.

No entanto, os consumidores deste fruto “ainda são poucos”, diz Silvina Rodrigues, mulher de António. Só quando cheirar a São Martinho – santo patrono da festa das castanhas – e fizer frio é que há mais continuar a ler »

Artesãos dos chocolates fazem crescer negócio de família 0

Arcádia. Chegou a ser a confeitaria mais procurada em visitas ao Porto, mas a concorrência roubou-lhe o espaço. Hoje, a marca volta a vingar.

Das prateleiras do balcão sobressaem as cores do universo de chocolates e amêndoas mais antigo do Porto, Arcádia. Ao fundo, a porta abre-se para a fábrica, na qual se mantém a produção artesanal. No edifício da Rua do Almada há ainda espaço para os escritórios onde dois irmãos trabalham para conseguir levar a marca de família ao resto do País. Acredite-se. Já não é preciso ir ao Porto para comprar as históricas línguas-de-gato ou as amêndoas de licor Bonjour.

No ano em que um grupo de professores de Direito, coordenado por Salazar, apresentava o novo texto da Constituição, em 1933, Manuel Pereira Bastos abria na Praça da Liberdade, no Porto, a confeitaria que se iria tornar um ícone da cidade. As línguas-de-chocolate e as amêndoas tornar-se-íam motivo para todos os visitantes da cidade não saírem de lá sem uma caixa. O local era ainda destino preferido da alta sociedade.

Os anos passaram e o negócio foi-se mantendo em família. Com a morte de Manuel, o negócio passou para o filho, pai de Margarida e João. Os dois lembram-se de ser ainda crianças e receberem todos os dias em casa uma caixa com bolos da Arcádia. Guidinha, como era então chamada, dispensava. O irmão Joãozinho não hesitava comer dois ou três, até que a adolescência o alertou para o peso. Foi também por esta altura que os dois começaram a conhecer os cantos à casa e a ajudar em períodos de continuar a ler »

O Bolo de Mel – ex libris da Doçaria Madeirense 0

É um dos mais apreciados doces da gastronomia madeirense e agora está em livro. A Associação Cultural Memórias Gastronómicas, fundada em 2006, fez um levantamento sobre o Bolo de Mel e apresenta-o em ‘O Bolo de Mel – Ex Libris da Doçaria Madeirense’, um livro que vai para além deste produto, bastante apreciado nesta época.

O livro, compilado pelo historiador João José Abreu de Sousa, traça um quadro da Madeira antiga, reúne uma abordagem histórica à ilha, na vertente da gastronomia, com especial incidência na economia e na indústria açucareira. É também um veículo para a apresentação de receitas, as do convento de Santa Clara e de particulares, cujo objectivo é também divulgar a riqueza e manter as receitas ancestrais por outras gerações. “Este livro é mais do que um documentário material ao longos destes séculos pois evoca toda a nossa linguagem sentimental e espiritual com os produtos da terra e que temos de os transformar numa linguagem mnemónica, sensível e civilizacional, e que traz a cada um de nós, habituados desde tenra idade a conhecê-los nas cozinhas dos nossos pais, um rol de emoções a que mão são alheios, sem dúvida o toque e o cheiro que esses produtos têm, aos quais se juntava a cor e o gosto do genuíno mel de cana de açúcar da ilha que envolvia esses mesmos continuar a ler »

Pincel de Barbear Semogue 0

A SEMOGUE é a única marca portuguesa a produzir pincéis de barbear. Com um produto único em em Portugal, a marca define-se como uma marca de luxo, com o pincel de barba a sofrer a feroz concorrência do mercado, em relação a artigos de barbear.

O objectivo é dirigido ao cliete de forma diferente e pouco comum. A Almabrand está a implementar este projecto com o objectivo de conseguir tornar o pincel de barba, muito mais do que um instrumento, uma peça de luxo.

A SEMOGUE é uma marca com mais de 50 anos, única em Portugal na produção de pincéis de Barba.

Actualmente a SEMOGUE compete com os melhores do mercado nos diferentes segmentos do produtos. A SEMOGUE procura junto do mercado, renascer a utilização do pincel de barba procurando os continuar a ler »

Oestragric 0

Oestagric foi fundada em 1986. Foi na cidade de Torres Vedras, na rua Cândido dos Reis, que a empresa possuiu as primeiras instalações comerciais e administrativas, dispondo ainda de armazéns em Runa e uma pequena unidade de fabricação nas Carreiras, permanecendo nesta situação até meados de 1996.

Inicialmente a Oestagric apenas comercializava pulverizadores, atomizadores e alguns modelos de lavadoras de alta pressão importados directamente de Itália.

Os pulverizadores foram o primeiro produto fabricado pela Oestagric e rápidamente se tornaram um sucesso no mercado.

Desde a sua fundação a Oestagric sempre teve uma estratégia de crescimento e por isso adquiriu desde logo um terreno na Zona Industrial da Carvoeira, tendo em vista a construção de novas e modernas instalações, só desta forma a Oestagric poderia tornar-se numa verdadeira industria de continuar a ler »

“Escovar os dentes com a Pasta Medicinal Couto” (vídeo) 0

A imagem publicitária da famosa Pasta Dentífrica Couto, protagonizada por um homem que gira em torno de si próprio enquanto “agarra” uma cadeira com os dentes, ficou gravada na memória dos portugueses.

Mas para o humorista Pedro Alves a descoberta deste produto aconteceu na casa de um familiar: “Era uma coisa que o meu padrinho usava. Não há nada melhor para escovar os dentes, e por influência do meu padrinho, às vezes, lá estava também a escovar os dentes com a Pasta Medicinal Couto”. Criada por Alberto Ferreira Couto, auxiliado por um amigo dentista, a primeira fórmula desta pasta dos dentes foi registada no Porto a 13 de Junho de 1932. Em 2001, a marca portuguesa foi continuar a ler »

Geladarias Artisani 0

Cone ou copo? Uma dúvida fácil de resolver. Na Artisani a dificuldade é escolher um dos cerca de 80 sabores, entre gelados e sorbets sem corantes ou aditivos de sabor, disponíveis nas três lojas da marca portuguesa. Em 2009 era apenas nas Docas, em Lisboa, que se vendiam os gelados.

Para este verão triplicam a oferta; na Avenida Álvares Cabral; na Praia de Carcavelos (ao lado da Pizzaria Capricciosa) e muito em breve (final de julho, início de agosto) na Praia da Duquesa, em Cascais. Na loja de Lisboa, além da fábrica onde se pode assistir ao processo de produção de um gelado numa espécie de “laboratório” de onde saem 36 mil kg mensais conte também com pastelaria e continuar a ler »

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